Olá! Estava refletindo sobre como as redes sociais mudaram nos últimos quinze anos. Como passaram de um simples espaço de compartilhamento de textos e fotos sobre o nosso dia a dia para uma espécie de canal de comunicação.
Em outras palavras, todos passamos a ser “criadores de conteúdo” e não apenas meros usuários de uma plataforma de cultivo de amizades. Por um lado, isso abriu espaço para novos negócios e muita gente ganha o pão através das redes. Porém esses dois modelos deixaram de viver em harmonia e o segundo superou o primeiro. Os próprios algoritmos passam a compreender que a entrega dos conteúdos deve seguir uma lógica comercial.
Ainda é possível usar as redes como antigamente, porém hoje exige-se que a lógica do antigo Orkut seja usada. Para quem não lembra, não havia a figura do feed. Sendo assim, cada vez que desejávamos saber algo sobre nosso amigo, tínhamos de acessar seu perfil. Não espere receber seu conteúdo cronologicamente no feed, pois isso dificilmente ocorrerá.
E o mais curioso é que acessar o perfil do seu amigo e deixar, de vez em quando, uma interação (mensagem, curtida, etc), aumentará as chances dele aparecer no feed? É uma das pegadinhas das plataformas.
Mas, retornando ao ponto principal, essa lógica comercial por trás das postagens promove uma distorção muito triste. Passamos a ver nossos amigos e nossas experiências sob a perspectiva de um diretor de televisão ou jornal: “Será que isso vai dar curtidas?” é o novo “Vai dar audiência?”. Enfim, vamos aos poucos pautando nossa presença digital pelo o que agrada, pelo o que rende mais e não pelo principal: compartilhar histórias, experiências e momentos que podem ser inspiradores e divertidos para nossos amigos, sem se preocupar com o rendimento numérico das curtidas.

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