Do escritório de São Paulo/SP, por Arthur Vieira
Há 17 anos, abri este espaço para escrever minhas reflexões, treinar minha redação e sobretudo: alimentar o meu sonho de trabalhar com comunicação. Foram vários blogs e eles formaram a Rede Millenium. Hoje, lembrei com uma saudade boa deste início, que com a ajuda e o incentivo de muitos amigos, me levaram a alcançar um cantinho na televisão mesmo após o grande desafio que foi retornar a São Paulo após uma impulsiva mudança para Fortaleza em 2010.
Hoje, no entanto, não vou relembrar esta história, já que costumo fazê-lo apenas no aniversário do site, no mês de outubro. O foco é falar sobre a importância de nunca se esquecer do porquê dos nossos sonhos. Na correria dos dias, os meses passam e os anos voam. Aqui, um mea-culpa: quase deixei essa conexão se romper. É bem verdade que nos últimos dois anos, isso foi devido a uma grande perda, que foi a partida repentina de minha mãe. Entretanto, esse meu afastamento já tinha um tempo e pode ser resumido aquela famosa pegadinha da zona de conforto.
Um dos problemas da zona de conforto não é necessariamente deixar de avançar, mas entrar em um piloto automático. Ou seja, você está seguindo em frente, porém sem ver a janela, sem sentir o cheiro das conquistas, apenas fazendo. O resultado externo é o mesmo: competência, novas aquisições, novos cursos concluídos e seus belos diplomas. E, em um belo momento, a mente te lembra sobre pensar nas motivações por trás de tudo aquilo. Não é fácil, mas é uma reflexão extremamente necessária e deve ser levada pelo lado positivo.
Essa correção de rota só é possível quando se encontra o norte. Sim, estou lançando mão das minhas amadas metáforas… porque elas fazem parte dessa origem! Risos. Foram centenas de textos, sempre com essa linguagem que me aproxima dos meus leitores e não há porque mudar. Voltando a falar sério, manter essa conexão e entender que apesar de qualquer avanço é necessário continuar mantendo o seu jeito, de forma saudável e respeitosa, é a melhor forma de alcançar o sucesso em todas as áreas da vida.
É preciso, você e eu, termos orgulho de nossas histórias, do que passamos em longas madrugadas, dos sonhos que acalentamos acordados. Do nosso jeito, com a nossa cara e jamais caindo na tentação de nos enquadrarmos em pontos de vistas forjados a partir da experiência de outros grupos – que evidentemente devem ser respeitados, valorizados e estudados, pois podem ser fonte de inspiração (jamais de substituição).
Reconectar-se não é uma tarefa doce. Diminuir a velocidade, respirar e calcular é fundamental, porém o carro está em movimento. Mas isso não amedronta, isso faz apenas a gente lembrar que Deus está sempre ao nosso lado, orientando da melhor forma como seguir essa bela viagem e o melhor: nem sempre é preciso mudar a estrada.

0 comentários:
Postar um comentário