Cresci dentro do comércio. Primeiro, acompanhando meu pai quando o visitava na padaria onde trabalhava. Depois, quando ele seguiu os passos do meu avô e resolveu abrir um negócio próprio. Sempre fui ensinado a respeitar o cliente, mesmo que nem sempre estes fossem gentis. Muitas vezes cheguei a questionar se realmente precisávamos daquelas pessoas, digo os que não tinham um comportamento legal. Sim, precisávamos.
Anos depois trabalhei em pizzaria, supermercado e restaurante. Sempre tendo algum tipo de contato com o público. Hoje não tenho mais esse contato com o comércio varejista, mas continuo tratando de vendas numa área mais corporativa que é a distribuição de conteúdo de televisão. Os princípios continuam os mesmos, mas as vezes o poder de negociação é maior do que num mercadinho de vila.
Toda essa introdução é para falar da minha experiência com os lugares onde visito, agora, como cliente. Como cresci do outro lado do balcão, me assusta como funcionários de muitos restaurantes, lanchonetes e lojas de outros setores fazem pouco caso dos clientes que têm. Não é necessário cercá-lo de promoções, "puxar o saco" etc. O principal está nos detalhes: um bom dia, um olhar nos olhos e demonstrar interesse por aquele que está disposto a dar um pouco do seu trabalho e tempo (que está ali em forma de dinheiro).
Desta forma, é possível sim melhorar o comportamento do cliente. Não de todos, pois são várias as variáveis envolvidas. Mas para quem é do comércio e quer viver nessa área, é extremamente necessário saber compreender. Mesmo que as condições de trabalho não sejam as melhores caso você seja funcionário ou se a recessão econômica estiver tirando seu sono caso seja o dono, mantenha a calma e trabalhe bem. Você vai contribuir para o crescimento do seu negócio e para a satisfação do cliente.
11/09/2017
Opinião: A importância da atenção com o cliente no comércio
Posted on setembro 11, 2017 by Arthur Vieira
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