12/09/2017
O absurdo preço do Super Nintendo e uma reflexão sobre a nostalgia no Brasil
Posted on setembro 12, 2017 by Arthur Vieira
Mesmo contando com o HDMI, o aparelho da japonesa Nintendo no Brasil não pode ter seu preço considerado competitivo.
Custando cerca de 80 dólares nos Estados Unidos, o aparelho que conta com 22 jogos na memória e não tem slot para cartuchos antigos vai custar, acredite você, MIL REAIS! A nostalgia tem seu preço? Sim, todos sabemos que tem, até porque o produto é produzido numa escala menor que na época em que foi considerado o maior sucesso daquela geração de videogames.
Mas nos tempos de hoje, em que quem quer jogar arranja os mais diversos meios, como a compra de aparelhos antigos no Mercado Livre ou usando apenas um emulador no computador e um joystic usb, o recado está claro: a importadora quer sim é lucrar em cima da popularidade do produto entre os colecionadores.
Antes de falar do caso do Mega Drive, relançado este ano, quero lembrar rapidamente do caso do polêmico Atari Flashback 7 que a Tectoy trouxe para o Brasil. Diferentemente da versão norteamericana, sem fio, o nosso tem fio e custa três vezes o valor cobrado no exterior: US$ 50 x R$ 499. Alguns colegas youtubers até explicaram a lógica colocando o preço da importação, taxas, modificações feitas no produto, logística e o lucro da empresa. Ok, fez algum sentido, mas ainda não é um preço justo -- não a toa já caiu para R$ 296,00. Daí você tira como o SNES está absurdamente caro.
O Mega Drive por sua vez chegou ao mercado custando 449,00 (enquanto na pré-venda de um ano ficou em 399,00). Como bem repercutido na mídia, ele não conta com a saída HDMI e tem alguns problemas com o áudio e alguns jogos (alguns destes problemas foram corrigidos com a primeira atualização oficial feita com base nas realizações de fãs do sistema). O valor foi considerado extremamente alto por muitos dos interessados na novidade. Volta e meia se lia em algum fórum a informação de que com esse valor era possível comprar um videogame usado de gerações posteriores ou investir em um rapisberry pi, um minicomputador que pode ser programado para emular jogos.
Eu como um dos primeiros compradores da pré venda não reclamei muito do preço, haja visto que pelo absurdo que estão cobrando em outros eletrônicos por aí, o preço daquele "mimo" estava até aceitável. Ai está o problema. Ao relativizarmos muito o preço das coisas, acabamos permitindo que as empresas abusem na hora de tabelar seus preços. Tiro por aí o preço pornografico dos celulares de 4 ou 5 mil reais que não devem custar nem um quarto disso para ser produzidos. E olha que teve até incentivo para produção nacional -- dizem que não foi possível baratear muito por causa dos componentes, mas cá entre nós, não barateou nada, nem um pouquinho.
A resposta que o consumidor poderia dar era não comprar. O lado bom do capitalismo é quando o cliente pode se negar a dar seu suado dinheiro e obrigar a empresa a repensar seus preços. Não há, repito, no caso do SNES a menor condição de se pagar 4 vezes o valor do câmbio por um aparelho simplesmente importado -- ah, quer um consolo? Segundo a Warpzone, revista especializada em videogames retrô, ele vem com um super... manual em português.
Enfim, é possível encontrar a lista de jogos que acompanham o produto nos textos que sairam na imprensa. A ideia aqui foi mais dar uma opinião sobre esta questão dos preços. Está chegando no limite, meus amigos...
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