05/03/2021

Opinão - A volta de São Paulo para a fase vermelha

A partir de amanhã (06/03/2021) o Estado de São Paulo volta a fase vermelha do plano de combate a transmissão do Covid-19. É claro que a decisão do governador João Doria Junior (PSDB) não é uma das mais fáceis e já tem despertado reações em diversos setores da sociedade, como, por exemplo, os caminhoneiros que promoveram manifestações na manhã desta sexta (05).


Foto: Alexandre Suplicy/Divulgação

Sejamos sinceros: seja você de esquerda ou direita, entende que o vírus é transmitido pelo contato humano. A melhor solução do mundo seria fechar tudo e um fundo do governo dar suporte – de forma séria, clara e funcional – às empresas, funcionários e pessoas em geral.

Seja com abatimento de impostos, criação de subsídios temporários para alguns setores, como luz, gás, alimentação (cartões de benefício). Tudo isso, juntamente com os bancos colaborando com o congelamento temporário de juros por um mês para os mais diversos tipos de financiamentos e cartões. Talvez nem aquele drama burocrático do Caixa Tem seria necessário, já que as pessoas agora estão cadastradas.

Isso teria um custo absurdo, realmente. Mas sinceramente, não há outra solução a não ser um pacto nacional, com comunicação eficiente (a começar pelo presidente) de forma diplomática considerando saúde e economia. O lockdown noturno tem uma função muito mais “educativa” de “olha, a coisa tá feia” do que de fato para diminuir os números.

Precisamos, no mínimo de 14 dias de isolamento para que as pessoas que porventura estejam contaminadas de forma sintomática ou assintomática se curem e a cadeia de transmissão se rompa. Depois é possível ir retomando aos poucos. Precisamos ganhar tempo até a chegada da vacina a mais pessoas!

 

Pelo jeito é cada um por si e Deus por todos:

A tal reabertura que beirou a normalidade no segundo semestre, aliada com a consequente chegada de datas síncronas (eleições, natal, réveillon, feriados e carnaval) contribuíram para a saturação do sistema de saúde e economia do país inteiro.

Com o número de infectados aumentando vertiginosamente, longo impasse político e demora na chegada de mais vacinas (lembrando que são necessárias mais de 400 milhões de doses), o melhor que temos de fazer é se proteger. O jovem não pode ser egoísta. Se ele por ventura se contaminar, além de transmitir, ele poderá ocupar leitos por alguns dias, o que poderá tirar a vaga daqueles que têm menos resistência. É uma questão de humanidade se cuidar.

Acredito até que a imprensa deveria ser um pouco mais enfática ao mostrar que os jovens podem sim desenvolver sequelas que podem prejudicar seu futuro. O erro maior de todos foi passar essa impressão de que somos imunes.

 

Lave as mãos, saia apenas para o trabalho, gaste um pouquinho a mais com máscaras, álcool e até mesmo luvas para usar no transporte. Use o celular apenas quando puder limpá-lo, ande com poucos volumes e roupas leves e fáceis de lavar. Simplifique a vida e proteja-se!

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