A partir de amanhã (06/03/2021) o Estado de São Paulo volta a fase vermelha do plano de combate a transmissão do Covid-19. É claro que a decisão do governador João Doria Junior (PSDB) não é uma das mais fáceis e já tem despertado reações em diversos setores da sociedade, como, por exemplo, os caminhoneiros que promoveram manifestações na manhã desta sexta (05).
| Foto: Alexandre Suplicy/Divulgação |
Sejamos sinceros: seja você de esquerda ou direita, entende que
o vírus é transmitido pelo contato humano. A melhor solução do mundo seria fechar
tudo e um fundo do governo dar suporte – de forma séria, clara e funcional – às
empresas, funcionários e pessoas em geral.
Seja com abatimento de impostos, criação de subsídios
temporários para alguns setores, como luz, gás, alimentação (cartões de benefício).
Tudo isso, juntamente com os bancos colaborando com o congelamento temporário de
juros por um mês para os mais diversos tipos de financiamentos e cartões.
Talvez nem aquele drama burocrático do Caixa Tem seria necessário, já que as
pessoas agora estão cadastradas.
Isso teria um custo absurdo, realmente. Mas sinceramente, não
há outra solução a não ser um pacto nacional, com comunicação eficiente (a
começar pelo presidente) de forma diplomática considerando saúde e economia. O lockdown
noturno tem uma função muito mais “educativa” de “olha, a coisa tá feia” do que
de fato para diminuir os números.
Precisamos, no mínimo de 14 dias de isolamento para que as
pessoas que porventura estejam contaminadas de forma sintomática ou
assintomática se curem e a cadeia de transmissão se rompa. Depois é possível ir
retomando aos poucos. Precisamos ganhar tempo até a chegada da vacina a mais
pessoas!
Pelo jeito é cada um por si e Deus por todos:
A tal reabertura que beirou a normalidade no segundo semestre, aliada com a consequente chegada de datas
síncronas (eleições, natal, réveillon, feriados e carnaval) contribuíram para a
saturação do sistema de saúde e economia do país inteiro.
Com o número de infectados aumentando vertiginosamente,
longo impasse político e demora na chegada de mais vacinas (lembrando que são
necessárias mais de 400 milhões de doses), o melhor que temos de fazer é se
proteger. O jovem não pode ser egoísta. Se ele por ventura se contaminar, além
de transmitir, ele poderá ocupar leitos por alguns dias, o que poderá tirar a
vaga daqueles que têm menos resistência. É uma questão de humanidade se cuidar.
Acredito até que a imprensa deveria ser um pouco mais
enfática ao mostrar que os jovens podem sim desenvolver sequelas que podem
prejudicar seu futuro. O erro maior de todos foi passar essa impressão de que
somos imunes.
Lave as mãos, saia apenas para o trabalho, gaste um
pouquinho a mais com máscaras, álcool e até mesmo luvas para usar no
transporte. Use o celular apenas quando puder limpá-lo, ande com poucos volumes
e roupas leves e fáceis de lavar. Simplifique a vida e proteja-se!

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