15/11/2017

Experiência Retrogamer

Em meados do ano 2000, ganhei o meu primeiro videogame: um Super Mega Drive III, com 10 jogos na memória. Nunca havia me interessado muito e confesso que nunca cheguei a zerar um game, com exceção dos torneios de futebol (no International Superstar Soccer Deluxe).

Quando deixamos São Paulo em 2010, eu fui antes por causa da escola. Nesse meio tempo, minha família começou a vender tudo que tínhamos. Sem saber, tive o meu Mega vendido. Fiquei bem chateado porque era um equipamento que, embora já não usasse tanto, remontava muito à minha infância. O tempo foi passando e no ano passado, enquanto me recuperava de uma cirurgia e já de volta à São Paulo, vi o anúncio da Tectoy e fiz o pedido do meu novo Mega Drive.

 Quem acompanha o noticiário gammer sabe bem que levou quase um ano para que as unidades do Mega Drive fossem entregues. Enquanto aguardava ansiosamente, comecei a estudar sobre a história dos videogames. Magnavox Odissey, Telejogo, Atari, Nintendinho, Master System.. por aí vai. E, então, descobri o quão gigante é esse mundo dos retrogamers. Inclusive conheci um pouco mais sobre suas "tretas": vendedores que inflacionam o preço dos cartuchos e consoles e que arrancam fortunas de colecionadores menos experientes.


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Entretanto sabemos que o mercado é assim mesmo. Quanto mais aumenta a demanda, mais caro os produtos ficam. E o mercado retrô cresceu muito - não apenas no mundo dos games. O que começou timidamente com cases de iPhone 4 em formato de fitas cassete foi crescendo e há até quem faça pequenos vídeos em VHS e até mesmo séries como Stranger Things que remontam aos dourados anos 1980.

Essa onda trouxe muita coisa boa, como os eventos dedicados a cultura oitentista. Focando nos videogames, gostaria de falar aqui sobre dois em que estive presente: o Museu do Videogame Itinerante e a exposição A Era dos Games. O primeiro é uma exposição itinerante que roda os shoppings do país e o outro é um evento internacional que esteve em São Paulo até o último final de semana. Com ambientes divididos por época, vão desde os primeiros aparelhos de arcade nos anos 1950 até jogos como League of Legends, muito cultuado pelos jogadores da nova geração e jogado online. O Museu itinerante tem um acervo um pouco maior de jogos atuais (com realidade virtual) mas as filas também são gigantescas.


MUSEU DO VIDEOGAME ITINERANTE


Museu do Videogame Itineirante





 Formado por doações, o acervo do Museu do Videogame conta até com consoles raros como o VideoSport, um aparelho da época da União Soviética (foto ao lado).




 





A ERA DO GAMES 

Estes foram os primeiros modelos de Arcades



Um dos corredores de A Era dos Games

Outro artigo lançado foi o livro Mega Drive Definitivo, produzido e editado pela Warpzone. Com mais de 300 páginas, o projeto foi financiado através de uma vaquinha online. Alcançando o triplo da meta, o resultado foi um belo livro impresso em papel de excelente qualidade, capa dura e estojo resistente. O preço não foi dos mais baratos, saindo em torno de 270 reais, mas é um item que todo colecionador precisa ter em sua estante.
  


Recebi o meu exemplar das mãos do Cleber da Warpzone

Na entrega das primeiras unidades, houve até uma recepção especial no escritório da editora, no bairro da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Com máquinas de arcade, os visitantes puderam experimentar a nostalgia de voltar aos tempos de infância e adolescência onde iam aos bares ou lojinhas da vizinhança ou ainda jogavam em casa nos consoles mais queridos daquelas décadas como o próprio Mega.

Descobri um outro mundo, do qual gostei muito. Continuo, reconheço, não tendo muita paciência para zerar jogos. Espero aos poucos ir desenvolvendo isso. No entanto, com o meu console ligado numa TV de Tubo em meu escritório, sempre jogo uma partidinha sexta a noite quando estou em casa e ainda tenho alguns jogos em meu computador. Tudo pela nostalgia.

 Cheguei até a levar o videogame na casa de primos para jogarmos. Você pode ver aí embaixo que até o XBox ficou um pouco de lado. :)


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