08/09/2017

Primeira vez no Municipal

Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu morei dois anos fora da cidade em outro estado. E antes disso, por morar em um distrito muito distante do centro da capital, raramente, creio que apenas uma vez, estive na região da praça da Sé. Quando voltei, prometi para mim que descubriria aquela região e assim o fiz.



Durante os últimos cinco anos, construí boa parte das minhas realizações e amizades na área do centro. Conheci os edifícios históricos, como o Banespão (Altino Arantes) e o Martinelli - roteiros obrigatórios para quem quer conhecer o centro, e alguns outros em oportunidades como na Jornada do Patrimônio realizada anualmente. Pois bem, numa das minhas primeiras visitas ao centro, ali ao visitar o iconico e abandonado prédio do antigo Mappin, o Theatro Municipal me chamou a atenção por toda a sua beleza e imponencia. Foi mais ou menos alí na época da reforma.


Pois bem, apenas agora, depois de tantos anos, consegui visitá-lo pela primeira vez. Em uma grande noite por sinal. Foi uma apresentação emocionante do maestro João Carlos Martins na noite do dia 7 de setembro, data em que comemoramos nossa independencia do reino de Portugal. Emocionante, a apresentação do maestro é em qualquer ocasião, ele é o melhor. No entanto, ontem foi ainda mais: ele confessou ao público que por pouco cancelara por problemas em suas mãos -- como sabido, João foi pianista por muitas décadas. Em seu alge, chegou a tocar 21 notas por segundo e rodar todo o mundo. Problemas nas mãos, no entanto, o fizeram mudar de rota e desde então tornou-se maestro. Ontem no entanto, ele foi pianista novamente.

Com certa dificuldade, ele tocou sem deixar cair o nível de qualidade com o qual estamos acostumados. Ele fez na verdade cair lágrimas de emoção de muitos dos presentes. Falou ainda do respeito à musica, algo muito importante. Enfim, foi uma noite histórica e mágica.


Que Deus abençoe nosso país cada vez mais e que cuide para que o nosso querido João do Brasil continue a emocionar e a levar a música clássica a mais brasileiros.

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